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Museu do Ouro do Peru, a “casa” do Tumi.

Museu do Ouro, em Lima, Peru.
Museu do Ouro, em Lima, Peru.

Entrada do Museu do Ouro, em Lima

Até 2001, o Museu do Ouro do Peru era um dos museus mais famoso e visitado da cidade. Nesse ano, entrou em uma polêmica que acabou de vez com seu brilho: um comitê de pesquisa nacional declarou que 85% das peças expostas no museu eram falsas. Desde então o museu, que é particular, luta para atestar sua boa-fé e que as peças são sim autênticas (e conseguiram provar a veracidade de muitas delas!).

O Museu de Ouro é um museu interessante sim, mas a sensação que a gente tem quando entra é de algo abandonado, decadente. A entrada é feita com toda a segurança e frescura de um grande museu. Cabine para tickets, chapelaria para deixar sua mochila, já que é proibida a entrada com bolsas. Na área externa, lojas fechadas e espaços abandonados, sujos. O jardim mal cuidado e a fachada do prédio desgastada e precisando de uma pintura.

Na entrada do museu, você encontra a coleção de armas. Dizem que é uma das maiores coleções de armas da América do Sul com 20.000 peças, mas nunca foi comprovado. Uma senhorita, sentada em uma mesa, revisa seu ticket, informa que é proibido qualquer foto e o museu não oferece qualquer tipo de panfleto informativo. Você tem a opção de contratar um guia particular (mas na hora que fui não havia nenhum disponível) ou contratar o serviço de áudio-guia.

Tumi, a faca usada para cerimônias de sacrifício, tornou-se uma das imagens mais representativas do país. A foto foi retirada do site do Museo Oro del Peru (www.museoroperu.com.pe)

Tumi, a faca usada para cerimônias de sacrifício, tornou-se uma das imagens mais representativas do país. A foto foi retirada do site do Museo Oro del Peru (www.museoroperu.com.pe)

A parte do museu destinada ao ouro fica no subsolo e a sensação é que você está entrando em um cofre de banco. Seguranças sempre alertas e as peças expostas em salas escuras.
Há poucas explicações nos painéis, mas eu gostei do que vi. O museu conta a história do Peru através da relação do seu povo com o ouro. Há expostas peças das civilizações pré-incas e principalmente das civilizações da costa norte, cultura Moche e Sipan. São centenas de colares, braceletes, brincos e cintos. Há enfeites de cerimônias, máscaras funerárias e até ouro usado para fins médicos, em crâneos. Jarros, copos e facas também são encontrados no museu, mas o destaque é sem dúvida a peça original do Tumi, uma faca usada em cerimônias, que é reproduzida de toda forma em souvenirs e imagens para turismo.

A área de tapeçaria também é bem interessante e linda. Eu, que curto moda, fiquei encantada como as peças e estampas que servem de inspiração para muita coisa que é feita hoje.

O museu é relativamente pequeno, são 4 salas. Quanto ao áudio-guia, foi interessante, mas muitas vezes os números estavam desordenados e havia peças onde os números estavam falhos, sendo impossível saber o que escutar.

A Museu das Armas poderia ser muito interessante, mas eu achei uma zona. Detestei. Tem muita, muita, muita arma. Espadas japonesas lindas, revolveres antigos, mas você imagina milhares de armas expostas? É uma poluição visual, peças expostas sem uma ordem lógica (bem, pelo menos, eu não entendi a forma de organização da exposição) e simplesmente cansei. Com uma triste falha de curadoria, o museu é interessante só para quem realmente é amante de armas.

Vale a pena ir ao museu? Numa primeira vinda à Lima ou em uma viagem corrida, não. Se você tiver tempo, for amante de armas ou por curiosidade, sim. Não é um programa ruim.

Lembrando que o museu fica no Surco, bairro fora da rota turística. Você pode demorar até uma hora para chegar lá, dependendo do trânsito.

Museo Oro del Peru
Segunda a Domingo – 10:30 às 18:00
Entrada: s./ 33,00 (adulto) e s./16 (menores de 11 anos)
Áudio-guia: s./10,00

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3 Comentário

  • Reply
    Boia Paulista
    21/04/2014 at 13:16

    Oi, Manu. Tudo bem? 😀

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie – Boia

    • Reply
      Bia Kuntz
      22/04/2014 at 11:17

      Oi Nat!
      Obrigada! Adoramos a notícia!
      Beijos
      Bia e Manu

  • Reply
    Graziella
    15/04/2014 at 08:53

    É exatamente isso que senti quando fui! Uma pena pois o acervo é rico mas não há prazer em vê-lo.

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