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Tacna: além da zona franca no Peru

Eu sei que Tacna está fora da lista dos destinos mais procurados pelos turistas que vêm ao Peru mas, como minha visita até lá foi agradável e a cidade é bem da arrumadinha, nada melhor do que contar a minha experiência por aqui! O marido trabalhou por lá uma época e foi nessa oportunidade que conheci a cidade.
Tacna é a 10ª maior cidade peruana em número de habitantes (280 mil) e está localizada no extremo sul do Peru, divisa com o Chile, mais precisamente com a cidade de Arica.

Bienvenidos a Tacna

Bienvenidos a Tacna

Como fronteiriça, Tacna foi palco e testemunha de inúmeros combates e disputas, já pertenceu ao Chile, foi capital da Confederação Peru-Boliviana e também palco importante de parte da história da independência do Peru em relação à Espanha.
Parte dessa história é contada nos principais museus e monumentos da cidade, como o Complejo Monumental del Campo de la Alianza, construído em homenagem aos soldados que lutaram na batalha do Alto de la Alianza, na Guerra do Pacífico, em 1880. O monumento e museu são pequenos mas bem organizados, de fácil acesso e, de quebra, um lugar aberto com muito sol e que rende lindas fotos.

Complejo Monumental del Campo de la Alianza

Complejo Monumental del Campo de la Alianza

No centro da cidade de Tacna você pode visitar algumas atrações, todas bem próximas do Centro Cívico (a praça principal da cidade) como a Catedral de Tacna, o Arco Parabólico – construído em homenagem aos heróis militares, Miguel Grau e Francisco Bolognesi -, o Museu Histórico Regional, cujo acervo (adivinhem!) contêm material a respeito da Guerra do Pacífico, o Museu Ferroviário e o Parque da Locomotiva.

A cidade – ao menos essa parte central – é muito bem cuidada, com jardins floridos e ruas limpas, por mais que sejam passeios bastante singelos, o clima de interior, com pessoas em torno da praça, tomando sorvete ou somente aproveitando uma fresca à sombra é tranquilo e agradável.

Arco Parabólico - Tacna

Arco Parabólico – Tacna

Catedral de Tacna (ao fundo) e Monumento ao Papa João Paulo II.

Catedral de Tacna (ao fundo) e Monumento ao Papa João Paulo II.

Come-se relativamente bem por ali, o restaurante Muelle Sur é uma boa pedida para quem quer peixes e frutos do mar, no Entre Massas provei uma massa honesta (prato gigante!) e no Da Vinci uma pizza razoável, mas um atendimento ótimo. Marido indicou um restaurante que não conheci nos meus dias por lá, mas disse que vale à pena, o La Glorieta, especializado em carne.
Entretanto, o destaque vai para o Cara Negra onde servem somente hambúrguer de cordeiro (com/sem salada/queijo) acompanhado com batatas, abrem a partir das 19h e, quando se acabam os hambúrgueres, só no dia seguinte! O lugar fica abarrotado de gente e, mais tarde, vira meio que uma baladinha. Vá cedo, garanta o seu e não se arrependerá. :-p

Hambúrguer de cordeiro Cara Negra

Hambúrguer de cordeiro Cara Negra

Contudo, Tacna é mais conhecida entre os peruanos e também entre os vizinhos chilenos por ser zona franca, ou seja, compras com isenção ou menores impostos. A ZOFRATACNA surgiu em 1989 com o intuito de estimular e fortalecer o comércio local e nacional, durante todo o ano inúmeros turistas chilenos se dirigem à Tacna unicamente para comprar, e isso movimenta bastante a cidade.
Como não  fui até lá com essa motivação, minha experiência com compras foi pequena, algumas roupas de academia a preços excelentes na loja LFA Sports, e só! Como não comprei grande quantidade (2 calças, 1 top, 2 blusas) não precisei declarar nada ao sair da cidade.

Digo isso porque sei que, mesmo saindo de Tacna e vindo para Lima (dentro do Peru), a declaração e pagamento de taxa podem ser obrigatórios, a depender do produto. Tenho um amigo que comprou um tênis e, ao declarar (obrigatório), a taxa custou mais que o preço do produto! Outro comprou 3 garrafas de whisky e pode trazer para Lima sem pagar taxa nenhuma pois até 3 garrafas de bebida alcoólica tem isenção de taxa. Tenho que confessar que não domino as regras de taxação, portanto, para qualquer informação a respeito, recomendo consultar o site oficial da ZOFRATACNA.

Fachada Mercado Bolognesi em Tacna

Fachada Mercado Bolognesi em Tacna

A zona franca funciona de maneira bastante séria, contudo, tenho minhas ressalvas a respeito dos centros comerciais da cidade. Me explico. Esses lugares não são como os shoppings ou ‘lojas oficiais’ das marcas, como vemos aqui em Lima, estes centros comerciais parecem funcionar (além de parecer fisicamente) como Polvos Azules aqui em Lima (ou a 25 de março pra quem é de São Paulo).
O que quero dizer é que existe muita gente séria que trabalha dentro da lei com produtos originais e importação oficial, mas também, acredito que exista a comercialização de produtos falsificados ou que entraram ilegalmente no país. Digo isso somente para alertar os mais empolgados a estarem atentos aos locais e produtos comprados, assim como fazemos em qualquer lugar. Isso não só para você se manter dentro da legalidade mas, principalmente, para assegurar-se de que o produto que comprou é de qualidade e irá funcionar.

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No mais, acho que eram essas as dicas que tinhas para passar sobre Tacna!
Ah, a respeito de hotéis, não recomendo o hotel que ficamos, portanto, espero que vocês deem mais sorte que a gente na escolha da hospedagem.
Se você já foi a Tacna e tem alguma sugestão que possa ser agregada à esse post, por favor, não deixe de escrever um comentário! 🙂

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10 Comentário

  • Reply
    Anabel
    19/05/2016 at 10:16

    Bia, qual o melhor restaurante para ir domingo no almoço: o la mar ou o mercado ? Chegamos neste sábado bem tarde e no Domingo pela manha faremos um city tour de 3h e meia, pensamos em almoçar em um desses dois restaurantes e após o almoço vale a pena ir ao Barranco? Tudo lá fica aberto no domingo a tarde? Ou acha que deviamos ir para ao shopping que tem vista para o mar? muito obrigada!!!

    • Reply
      Bia Kuntz
      19/05/2016 at 15:57

      Anabel, os dois são excelentes, eu gosto mais do clima do La Mar mas a comida do El Mercado acho mais saborosa. A Manu é fã número 1 do El Mercado, eu frequento mais o La Mar, garanto que qualquer um dos dois você irá adorar. O que é imprescindível para qualquer um deles é reservar porque domingo na hora do almoço é bastante cheio, se você não quiser enfrentar mais de 1h de espera, a reserva é recomendável.
      Barranco sempre vale à pena, não garanto que tudo estará aberto mas, sem dúvidas, haverá gente na rua e muito movimento no bairro. Aproveitem e comam a sobremesa na soveteria BLU (Jirón 28 de julio, 202 – Barranco), sorvetes 100% naturais (zero aditivos ou conservantes) e saborosíssimos.
      Em último caso, o shopping larcomar (que tem a vista pro mar) fica pertíssimo do bairro, podem ir de um pra outro sem dificuldade alguma.
      Um abraço,
      Bia.

      • Reply
        Anabel
        20/05/2016 at 16:17

        Bia,
        Muito obrigada mesmo!! Adorei seus comentários! Aliás todo o roteiro que preparei para nossa viagem foi super pautado no blog de vcs! Excelente e de super ajuda! Pena que a estada em Lima será de apenas um dia na ida e horas na volta. Fiz reserva no El Mercado para esse domingo.
        tentei fazer reserva no Central para a volta de Cusco que será naquele esquema de chegar em Lima as 14 e voltar pro aeroporto as 22, mas não consegui. Andei lendo sobre o IK Restaurant, vc conhece?

        • Reply
          Bia Kuntz
          23/05/2016 at 15:28

          Que bom, Anabel! Ficamos felizes em ajudar.
          O Central é mesmo complicado, eles pedem pra fazer a reserva com 2 meses de antecedência.
          Eu nao conheço o IK ainda, acredita?! Já tentei ir 3 vezes, fiz reserva e tudo, mas sempre acontecia alguma coisa que acabava tendo de cancelar.
          Mas ouvi falar muito bem também de lá, se você for, conta pra gente o que achou!
          Abraço, Bia.

  • Reply
    Beatriz
    10/05/2016 at 20:20

    Legal conhecer um lugar assim, que foge dos destinos turísticos de massa, que por sinal eu evito, rs!

    Bia
    http://www.biaviagemambiental.blogspot.com

    • Reply
      Bia Kuntz
      17/05/2016 at 00:44

      É bem interessante mesmo, xará.
      Abraço, Bia.

  • Reply
    Aix
    10/05/2016 at 18:29

    Muito boas as dicas!

    • Reply
      Bia Kuntz
      17/05/2016 at 00:41

      Obrigada! 🙂

  • Reply
    Anabel
    10/05/2016 at 14:59

    Oi Bia,
    Estou chegando no dia 21 e quero comprar alguns tapetes de kilim… vc poderiam me ajudar? Onde posso encontrá-los com bons preços? Farei Lima, Cusco e Machu Pichu.
    Muito obrigada, Anabel

    • Reply
      Bia Kuntz
      19/05/2016 at 15:24

      Oi Anabel,
      Olha, vou ser sincera com você, quando li sua pergunta fui pesquisar sobre tapetes porque, para mim, kilim era aquele tapete que os muçulmanos usam para rezar.
      Você pode perceber que não entendo nada do assunto.
      Pesquisando entendi que kilim é a técnica usada para tecer o tapete mas, infelizmente, não vou saber te informar onde são vendidos tapetes como esses por aqui. No mercado Inka você irá encontrar tapetes bonitos, típicos, feitos em Ayacucho. Em Cusco existem algumas lojas que vendem produtos artesanais mas que são mais de luxo, talvez você encontre por aí.
      Entretanto não consigo te indicar nenhum lugar específico porque realmente não sei sobre o assunto.
      Mas se você encontrar, escreve pra gente aqui contando.
      Abraço, Bia.

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