4 Em Cup of Feelings

Mudar é recomeçar…

Pôr do sol no calçadão em Lima. Parreiras escurecidas pela luz do pôr do sol. O céu está colorido em tons de azul, lilás, amarelo, laranja e rosa.

Pôr do sol no calçadão em Lima. Parreiras escurecidas pela luz do pôr do sol. O céu está colorido em tons de azul, lilás, amarelo, laranja e rosa.

O título é bem óbvio né? Pro bem ou pro mal, qualquer mudança traz com ela novos aprendizados e uma forma de enxergar as coisas diferente da que conhecíamos até então. E vivendo longe do nosso país, com tanta gente indo e vindo sempre (pois a grande maioria dos nossos amigos aqui também são estrangeiros) tenho a impressão que a velocidade, ou talvez a freqüência das mudanças que presencio e vivo, são maiores do que antes.

Estamos sujeitos a toda e qualquer mudança, morando aonde quer que seja! A vida está aí, seguindo seu curso da forma como tem que ser, e acredito que o caminho natural é esse onde nos adaptamos. Temos que nos adaptar não só a atualização do software do smartfone, mas principalmente aos novos pensamentos, idéias, palavras, crenças, cultura, roupas, móveis… Acredito mesmo que mudar é a coisa mais natural que existe. Que temos que sair da nossa zona de conforto, explorar o diferente, abrir nossas mentes e tentar conhecer sempre todos os aspectos de uma mesma coisa.

Mas pe-lo-a-mor-de-Deus, por que às vezes é tão sofrido!? Eu não sei vocês, mas eu tenho um conflito interno gigante com determinadas coisas que mudam e outras tantas que não mudam. Do tipo que não me deixa dormir. Cada um é cada um e diferentes coisas nos incomodam, mas independente da razão, a inquietude diante da mudança indesejada, inesperada ou não ocorrida é igual pra todos, não?

Daí que esses dias, minha sábia mãe compartilhou uma publicação no FB que dizia assim: “1. A pessoa que chega em nossas vidas é a pessoa correta; 2. O que nos acontece é a única coisa que podia ter nos acontecido; 3. Começar a qualquer momento, esse é o momento certo; 4. Quando algo termina, termina.”

Isso ecoou na minha cabeça o dia todo. Aprender com todas as pessoas e situações, inclusive as ruins. De nada serve pensarmos “E SE eu tivesse feito isso, não aquilo?”, já fiz, acabou, agora é seguir em frente e dar conta das conseqüências da melhor maneira possível. Nunca é tarde demais pra se fazer ou se buscar a coisa certa pra alguém, principalmente pra mim. Eu preciso aprender a libertar meus fantasmas, se ‘agora Inês é morta’ melhor coisa é enterrar e mandar rezar uma missa.

Simples mas não singelo e muito menos simplório. Agir e sentir genuinamente o que sabemos que devemos fazer por nós mesmos nem sempre é o caminho mais fácil a seguir. Pelo menos eu sinto assim. É aquela história ‘faça o que eu digo mas não faça o que eu faço’. E falar isso pra mim mesmo é um tanto esquizofrênico, mas necessário. Eu quero a cada dia aprender a me despir daquilo que já conheço e vestir uma nova roupa, diferente e incômoda, até que ela laceie, gaste, e eu tenha que troca-la e assim por diante… sem sofrimento, sem angustias, com muita sabedoria e principalmente respeito ao que ainda virá.

 

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4 Comentário

  • Reply
    2016 e post utilidade pública - Cup of Things
    30/01/2016 at 10:03

    […] outras nem tanto, mas muitas foram total e completamente inesperadas. Como já comentei aqui no Cup, sinto que qualquer tipo de mudança é toda uma confusão. Mudança de planos às vezes é bom mas […]

  • Reply
    A Arte de Viver - Cup of Things
    10/12/2014 at 22:38

    […] promessas pro ano novo – essas sim, praticamente impossíveis de cumprir. 2014 foi um ano de muitas mudanças e graças a Deus hoje posso ver que todas foram pra melhor, mas nem por isso passei por elas […]

  • Reply
    Carmen Almeida
    09/03/2014 at 19:47

    Também adorei. Doce abordagem, pois “A única coisa permanente é a mudança” Heráclito (500 A.C.).

  • Reply
    Mayara Xavier
    08/03/2014 at 02:54

    Adorei!

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